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Arte Aracati
Desde: 13/05/2001      Publicadas: 14      Atualização: 26/09/2002

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 História

  28/05/2001
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Quando Adolfo Caminha

Adolfo Caminha, desde cedo mostrou-se íntimo das letras e foi de encontro com a estética que fez juz ao sucesso dos seus primeiros romances: "A Normalista" e "O Bom Criolo".

Quando Adolfo Caminha
Na então formosa, princesa do Jaguaribe, Aracati-Ce, nasceu Adolfo Ferreira Caminha, aos 29 de maio de 1867, sendo seus pais Raimundo Ferreira dos Santos Caminha e Maria Firmina Caminha.
Com 10 anos de idade, o menino Adolfo perde a sua mãe, vítima da grande seca de 1877, logo depois é levado para casa de parentes, em Fortaleza, a fim de que ele fosse estudar. Três anos mais tarde, aos treze anos, segue rumo ao Rio de Janeiro para casa do seu tio e primo Álvaro Tavares da Silva, completar a sua educação. No ano de 1882 é matriculado no primeiro ano da Escola de Marinha, como aspirante à guarda-marinha.
Como Adolfo Caminha, sempre se mostrava inflamado com o que via e vivia, e para outros era o rebelde, foi escolhido como orador, em junho de 1885, representando seus colegas alunos numa festa de homenagem póstuma à Victor Hugo, fazendo ele um discurso republicano, na presença de D. Pedro II.
E em 1887 publica na "Gazeta de Notícias", o conto marítimo "A Chibata", onde ele denuncia os castigos corporais nos navios de guerra da época, e revolta os seus superiores. Ainda neste ano sai os seus primeiros livros: "Vôos Incertos", "De Versos", versos. E "Judite e Lágrimas de Um Crente", ficção.
No dia 26 de junho de 1889, Adolfo Caminha é membro fundador em Fortaleza-Ce, do Centro Republicano, e em setembro um escândalo abala a província: Adolfo Caminha, se entrega nos braços de Isabel Jataí de Paula Barros, a qual era casada com o oficial do exército. Uma afronta para a sociedade. Mas ele não se incomodava muito com os rumores que foram causados, o que importava era o seu amor que fora correspondido.
Mas ele não era só um homem decidido e orgulhoso de suas conquistas. Era polêmico, tanto que atacou com palavras "N´O Estado" o poeta Antônio Sales, sobre o seu livro "Versos Diversos". E como acabaria tudo isso? Vejam só, Antônio Sales que fora... como dizer, inimigo de letras de Adolfo Caminha, lhe convidou um ano depois, em 1892, para participar como fundador de uma sessão inaugural da "Padaria Espiritual", à trinta de maio, e que nela passou a usar o nome de guerra de "Félix Guanabarino".
"A Normalista" é o seu primeiro romance que fora publicado em 1893. Aqui, marca o começo do naturalista Adolfo Caminha, depois de ter bebido na fonte do Naturalismo fora comparado ou igualado a Aluísio de Azevedo, pelos críticos. Após um longo tempo de viagem aos Estados Unidos, ele faz um diário de bordo, como guarda-marinha. Quando retorna ao Brasil, publica o livro "No País dos Ianques" no ano de 1894.
Era um bom crítico, tanto que em 1895 lançou seu livro intitulado "Cartas Literárias" de críticas, e mais um romance, "O Bom Criolo", este traduzido para o francês em 1996, quase cem anos depois de sua morte. E antes mesmo de sua morte prematura, vítima de tuberculose, escreve seu último romance, "Tentação". Traduz peças de Balzac e inclusive deixara algumas obras inéditas das quais podemos citar "Os Pequenos Contos".
A luta pelo resgate do legado literário que este homem construiu, tem sido um desafio. Ainda assim muitos literatos o esqueceram, até porque Adolfo Caminha, não caminha lado a lado com os que viveram na sua época. Se algumas de suas obras não estiveram sempre ao alcance de como começou no "Naturalismo", seus pensamentos foram expressos diante do que ele viveu e observou dos costumes provincianos de uma época com tantos preconceitos moralistas.

João Manuel de Lima Poeta e Ator Correspondências para: Rua Pargo, 334. Pedregal Aracati-Ceará 62.800-000
  Autor: Manuel Lima





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